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Chicago Tribune: “Como uma nativa de Ohio trilhou o seu caminho até Hollywood”
POSTADO POR Douglas Vasquez EM 17.Sep ARQUIVADO EM:Anna Todd Entrevistas Livros Stars

Anna Todd é nativa de Dayton, Ohio de 29 anos e encontrou no Wattpad, um aplicativo de escrita social virtual, uma forma de se entreter entre seus empregos. Trabalhando em seu celular o dia todo, ela criou a Série After — cinco livros sobre Tessa e Hardin, uma história da “boa garota” que conhece o rapaz rebelde britânico. A sua fanfiction, cheia de amor por One Direction e Harry Styles, se transformou a história mais lida da plataforma com mais de 1,5 bilhões de leituras. Gallery Books publicou as edições físicas da história em 2014.

Quando perguntada para descrever seu estilo de escrita para uma pessoa que não a conhece, a residente de Los Angeles respondeu “ritmo rápido”, “dramático” e “muito conteúdo jove,-adulto angustiante”.

A sua carreira até agora chegou ao ápice em Agosto, quando ela esteve em Atlanta no set da adaptação cinematográfica de After, programada para ser lançada nos cinemas em 12 de Abril. Nós recentemente conversamos com Todd, que está lançando o 10º livro, “The Brightest Stars”, nesta terça. Com mais de 1,7 milhões de seguidores nas redes sociais, seus fãs podem esperar a história de Karina, uma massagista e filha de militar que cruza o caminho com Kael, um jovem soldado lidando com duas convocações ao Afeganistão. Essa entrevista foi editada e diminuída.

Chicago Tribune: Seu último livro é centrado no estilo de vida militar e estar casada com um veterano. O quanto de você foi refletido no livro?

Anna Todd: Acho que tem muito de mim nos dois personagens; mais nela, claro, mas não é em nenhuma forma autobiográfico, porque é um cenário completamente diferente e com pessoas diferentes. Mas definitivamente tem muita inspiração da vida militar. Eu sou casada com meu marido desde que eu tinha 18 anos, nós namoramos no ensino médio e ele foi para o Iraque três vezes — então tem muito de mim no livro e muitas das emoções de quando o meu marido foi convocado.

CT: Olhando para trás, você acha que se tivesse escrito outro tipo de fanfiction, seus livros teriam se tornado tão populares?

AT: Acho que nós nunca saberemos. Eu escrevi de um lugar dentro de mim que queria muito contar histórias, mas eu escrevia principalmente por ser fã. Eu amo fanfiction da One Direction e queria escrever uma, então não acho que eu jamais teria escrito se não fosse sobre eles.

CT: Você tem uma fã base grande em Chicago?

AT: Chicago é o lugar dos EUA onde tenho a maior base de leitores. Se eu pergunto aos meus leitores onde, nos EUA, eu deveria ir, Chicago sempre tem mais votos. As pessoas me perguntando, desde o começo, quando é que eu vou para Chicago? As minhas estatísticas de leituras no Wattpad é enorme em Chicago, é muito legal.

CT: Você criou o seu caminho até ser publicada. Você olha pra trás com medo agora?

AT: Quando eu estava escrevendo, eu não tinha ideia. Quando estava escrevendo, eu apenas pensava que estava fazendo aquilo por diversão. Eu não estava escrevendo para uma editora ou pelo modelo editoral, eu não pensava nisso, na verdade, mas de alguma forma deu certo pra mim. Eu sinto que manter o modelo editoral tradicional — onde você tem depende de um agente e envia seu manuscrito para 50 editoras e espera que uma delas goste de sua história — não vai se manter por muito mais tempo, porque sinto que leitura deveria ser uma democracia. A ideia de que um editor de alguma forma decide tudo o que nós teremos acesso é meio louco pra mim. É por isso que gosto do Wattpad, porque as pessoas decidem.

CT: Quem é a sua musa inspiradora?

AT: Eu amo contar histórias de primeiras vezes — primeiro amor, primeira experiência na faculdade, primeiro beijo, todas essas coisas. Eu me inspiro muito em músicas, mas é diferente com cada livro. Se você me perguntar o que acontece no final do segundo livro ou no fim da série, eu não tenho ideia. Quanto a “Stars”, enquanto eu pensava sobre o que iria escrever em seguida, esta história permanecia  comigo. Honestamente, acho que as minhas próprias experiências e apenas querer colocar tudo pra fora sem perceber que estou querendo colocar tudo pra fora.

CT: O que você espera que seus leitores levem consigo depois de ler qualquer um de seus livros? 

AT: Acho que quando eu leio uma história, ela muda alguma coisinha em nós, só um pouco. Eu quero que as pessoas mudem um pouco e espero que eu possa dar a elas uma forma de escape.

CT: Qual é o feedback de seus leitores?

AT: Normalmente, “você me fez amar leitura”, o que é sinceramente uma das minhas coisas favoritas de ouvir. Existem tantos pais, professores e bibliotecários que chegam até mim e dizem que vários jovens vão até eles pelos meus livros ou pelos clássicos que eu referencio em meus livros — o que é muito legal. No geral isso ou eles se apegam aos personagens porque eles parecem reais. Eu gosto de escrever personagens que parecem pessoas que eu conheço de verdade.

Nos Estados Unidos, “The Brightest Stars” tem lançamento marcado para 18 de Setembro, no Brasil, o livro será publicado pela Astral Cultural ainda em 2018.

Tradução por After Brasil. Você encontra a entrevista original aqui.

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